13.11.12



Agora vem o confronto da história do Brasil com 
que se espera em fazer na história do Brasil 

Jovens estudantes no passado que ousaram enfrentar o regime militar, tornaram-se heróis da liberdade e democracia, lutaram pela Constituição livre e democrática e alguns estão sendo condenados pela mais alta corte brasileira, cujo princípio constitucional diz: "O Supremo Tribunal Federal é o órgão de cúpula do Poder Judiciário, e a ele compete, precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição Federal". (mais sobre isso aqui:http://migre.me/bP9af)

Vejo, leio e respeito o sofrimento de muitos petistas, (a meu ver foram traídos pela direção petista), que preferem jogar para julgamento da história o 'erro do momento'.

Ora, vendo a composição do STF, se tem 'erro', o 'erro' é petista, dos presidentes Lula e Dilma, que nomearam 10 Ministros que estão julgando a cúpula petista ((para alguns ex-heróis para outros heróis sempre!) e se não tem provas, temos que julgar sim o Lula e pedir impeachment contra a Dilma por incompetência em nomear "guardiões da Constituição", que não servem para guardar 'galinheiro'...

Oito foram nomeados por Lula (Antonio Cezar Peluso; Carlos Alberto Menezes Direito; Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto; Cármen Lúcia Antunes Rocha; Enrique Ricardo Lewandowski; Eros Roberto Grau; Joaquim Benedito Barbosa Gomes; José Antonio Dias Toffoli - + http://migre.me/bP8uW)

Dois foram nomeados por Dilma: Luiz Fux e Rosa Maria Weber Candiota da Rosa + http://migre.me/bP92X)

Pra constar, os nomeados pelo Fernando Henrique Cardoso foram: (Ellen Gracie Northfleet; Gilmar Ferreira Mendes e Nelson Azevedo Jobim + http://migre.me/bP970)

Note a curiosa ordem sucessória dessa corte indica que ‘em tese’ só existe um ministro dos tempos de FHC. DEZ são ‘bipolarmente comparando’ indicados pelo PT de Lula e Dilma. Nessa lógica, FHC tem musculatura no STF com aquele ministro que parece humorista da ‘Praça é Nossa’, que faz papel de ‘politico corrupto’. Não parece o Gilmar Mendes?:http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/sobreStfComposicaoMinistroApresentacao/anexo/linha_sucessoria_tabela_atual.pdf

E as tais provas condenatórias? Que fazem DEZ Ministros pela gestão do PT que não votam contra a condenação com ‘falta de provas’ imputadas aos réus? Ou só o Lewandowsky tá levando a sério a questão e os demais estão ‘se assistindo na TV Justiça’

Qual a razão da tese de que "não há provas", não ser derrubada pelos Ministros que “em tese” são comprometidos com o Estado de Direito?

Ora, com tantos Ministros nomeados por presidentes tão ilustres como FHC, Lula e Dilma, não é possível estar ocorrendo atentado contra Estado de Direito, ou é?

Eu que sou um escravo do imposto, pago com muito trabalho, acho que valorizar a política, não é ficar fazendo claque para réus condenados, sejam heróis ou bandidos.

Sendo a 'Justiça' instância máxima para resolução civilizada dos problemas, que se respeitem decisões, ou que se diga claramente para a sociedade a que ou quem servem os demais 'bananas' neófitos do STF que não fazem Justiça e ficam votando com a minoria barulhenta...

A história já mostrou que muitos bandidos são heróis e muitos heróis não passam de pesadelos de uma envelhecida juventude que ousou sonhar...

É o que penso e isso está previsto na Constituição e se não fosse previsto eu seria imprevisto. 

HdoA, é eleitor, trabalhador  e vive de salarinho no país do mensalão, mas é Brasileiro e não desiste nunca
Barao Vermelho - Tente outra vez


Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
http://youtu.be/eHgU4ERc7Nc


Pátria Minha
Vinicius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para 
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra 
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha 
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...

Vinicius de Moraes."